segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Natural bichos e plantas para saudar a primavera
O paraíso é terreno, disse Miquel Barcelò. A pintura que se relaciona com o mundo, com a natureza -o uso de terras na técnica denota a valorização da expressividade e potencial do elemento terra, a materialidade. Meu gesto reafirma o vínculo com ela, o ser que nos gerou, acolheu e ainda nutre.
Evoé primavera! Evoé Dioniso!
sábado, 20 de agosto de 2016
Críticas
A luz hiberna no âmago da matéria
Pelos respingos vulcânicos que nos mergulham no mundo larvar da natureza em convulsão, essa pintura põe-nos frente a frente com remotíssimas origens.
O emprego dos materiais mais orgânicos será um acidente. Porque o deveras constitutivo é a vontade de transformar a brutalidade agônica da matéria em possíveis firmamentos. Com isso se decide a dualidade, que é o segredo de tantas ciências e de tantas filosofias. Na coreografia das opacidades primordiais se esconde a virtual existência do transparente; na tese do elemental, a antítese da poética que precede a primeira aurora. Isso poderia lembrar, para além de Tàpies, o velho Courbet das rochas de Étrétat, o que, de resto, não importa. Importa sim, que Sela radicaliza. Que, ao entregar-se à necessidade de considerar a pintura assunto de corpo, de tato, é capaz de indicar as frestas do jogo e - por que não? - do devaneio.
João Evangelista de Andrade Filho MASC 2009
Mater´s rosa
Mater´s rosa, pigmentos naturais de terra, metal, acrílica s/ MDF,46 x 78,5cm 2016 Acervo de Mariline Vieira.
Dança cooperativa
Sobre a relação racional: amistosa, respeitosa e cooperativa entre indivíduo e meio ambiente Fritjof Capra diz: " Não podemos mais enxergar o universo como uma máquina, composta de blocos elementares... O planeta é um sistema vivo e autorregulado. A evolução não é uma luta competitiva pela existência, mas sim uma dança cooperativa".
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