segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A serpente serve a taça

Vendido. A serpente serve a taça - acrílica, collage, fibras naturais s/ tela 134 x 84cm
"... num dos casos a valorização (do Regime noturno das imagens de Gilbert Durand) é fundamental e inverte o conteúdo afetivo das imagens: é então que no seio da própria noite, o espírito procura a luz e a queda se eufemiza em descida e o abismo minimiza-se em taça..." E para mentor da primeira descida da mulher, em particular nessa pintura, apresentou-se a serpente.E " Novalis insiste muitas vezes nesta ideia de que "toda descida dentro de si é ao mesmo tempo assunção para a realidade exterior" Gilbert Durand

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O presente sagrado

A sacralidade é o sentido da existência, me interessa, busco e a encontro no dado natural em que o protagonismo nunca foi humano, muito menos de uma sociedade por que o protagonismo genuíno é espontâneo. E ando correndo atrás dessa estética dos instantesl. E Mircea Eliade defende o potencial sagrado do aqui e agora, da majestade do mundo.:
"Mas é sobretudo a valorização religiosa do presente que importa destacar. O simples fato de existir, de viver no tempo, pode encerrar uma dimensão religiosa. Ela nem sempre é evidente, já que a sacralidade está de certa forma 'camuflada' no imediato, no 'natural' e no quotidiano. A 'alegria de viver' descoberta pelos gregos não é um gozo de tipo profano: ela revela a satisfação de existir, de participar - mesmo de maneira fugidia - da espontaneidade da vida e da majestade do mundo. Como tantos outros antes e depois deles, os gregos aprenderam que o meio mais seguro de escapar do tempo é explorar as riquezas, à primeira vista insuspeitáveis, do instante vivido.
 A sacralização da finitude humana e da 'vulgaridade' de uma existência 'comum' constitui um fenômeno relativamente frequente na história das religiões. Mas foi sobretudo na China e no Japão do primeiro milênio da nossa era que a sacralização dos 'limites' e das 'circunstâncias' - qualquer que tenha sido sua natureza - alcançou a excelência e influenciou profundamente as culturas respectivas. Tal como na Grécia Antiga, essa transmutação do 'dado natural' também se traduziu pela emergência de uma estética particular". Mircea Eliade - História das crenças e das ideias religiosas I. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Natural bichos e plantas para saudar a primavera


O paraíso é terreno, disse Miquel Barcelò. A pintura que se relaciona com o mundo, com a natureza -o uso de terras na técnica denota a valorização da expressividade e potencial do elemento terra, a materialidade. Meu gesto reafirma o vínculo com ela, o ser que nos gerou, acolheu e ainda nutre.
Evoé primavera! Evoé Dioniso!

sábado, 20 de agosto de 2016

Individual no MAB Museu de arte de Blumenau

Individual no MAB Museu de arte de Blumenau com Mia Avila 2016


Críticas



A luz hiberna no âmago da matéria

Pelos respingos vulcânicos que nos mergulham no mundo larvar da natureza em convulsão, essa pintura põe-nos frente a frente com remotíssimas origens.
O emprego dos materiais mais orgânicos será um acidente. Porque o deveras constitutivo é a vontade de transformar a brutalidade agônica da matéria em possíveis firmamentos. Com isso se decide a dualidade, que é o segredo de tantas ciências e de tantas filosofias. Na coreografia das opacidades primordiais se esconde a virtual existência do transparente; na tese do elemental, a antítese da poética que precede a primeira aurora. Isso poderia lembrar, para além de Tàpies, o velho Courbet das rochas de Étrétat, o que, de resto, não importa. Importa sim, que Sela radicaliza. Que, ao entregar-se à necessidade de considerar a pintura assunto de corpo, de tato, é capaz de indicar as frestas do jogo e - por que não? - do devaneio.

João Evangelista de Andrade Filho MASC 2009
Individual no MASC Museu de arte de Santa Catarina com curadoria de João Evangelista de Andrade Filho 2009